Almanaque "ÁFRICAS" Parte 1



TURMA 401 CABO VERDE




História:
As ilhas de Cabo Verde foram descobertas por navegadores portugueses em Maio de 1460, sem indícios de presença humana anterior. Santiago foi a ilha mais favorável para a ocupação e assim o povoamento começa ali em 1462.

Dada a sua posição estratégica, nas rotas que ligavam entre si a Europa, a África e o Brasil, as ilhas serviram de entreposto comercial e de aprovisionamento, com particular destaque no tráfego de escravos. Cedo, o arquipélago tornou-se num centro de concentração e dispersão de homens, plantas e animais.

Com a abolição do comércio de escravos e a constante deterioração das condições climáticas, Cabo Verde entrou em decadência e passou a viver com base numa economia pobre, de subsistência.

Europeus livres e escravos da costa africana fundiram-se num só povo, o caboverdiano, com uma forma de estar e viver muito própria e o crioulo emergiu como idioma da comunidade maioritariamente mestiça.

Em 1956, Amílcar Cabral criou o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), lutando contra o colonialismo e iniciando uma marcha para a independência. A 19 de Dezembro de 1974 foi assinado um acordo entre o PAIGC e Portugal, instaurando-se um governo de transição em Cabo Verde. Este mesmo Governo preparou as eleições para uma Assembleia Nacional Popular que em 5 de Julho de 1975 proclamou a independência.
A demarcação cultural em relação a Portugal e a divulgação de ideias nacionalistas conduziram à independência do arquipélago em Julho de 1975.

Em 1991, na sequência das primeiras eleições pluripartidárias realizadas no país, foi instituída uma democracia parlamentar com todas as instituições de uma democracia moderna. Hoje Cabo verde é um país com estabilidade e paz sociais, pelo que goza de crédito junto de governos, empresas e instituições financeiras internacionais.



Hino Nacional


Cântico da Liberdade



Canta, irmão
Canta, meu irmão
Que a liberdade é hino
E o homem a certeza.

Com dignidade, enterra a semente
No pó da ilha nua;
No despenhadeiro da vida
A esperança é do tamanho do mar
Que nos abraça,
Sentinela de mares e ventos
Perseverante
Entre estrelas e o atlântico
Entoa o cântico da liberdade.

Canta, irmão
Canta, meu irmão
Que a liberdade é hino
E o homem a certeza.



Fonte: http://www.governo.cv/index.php?Itemid=63&id=53&option=com_content&task=view








Divisão administrativa



A capital de Cabo Verde é a cidade da Praia na Ilha de Santiago que, juntamente com o Mindelo, na Ilha de São Vicente, são as duas cidades principais do País. Até 2005 Cabo Verde contava com 17 concelhos. No primeiro semestre de 2005 foi aprovada pela Assembleia Nacional cabo-verdiana a constituição de cinco novos concelhos, resultando nos atuais 22 conselhos, distribuídos pelas 10 ilhas do arquipélago:
  • Ilha da Boa Vista    Boa Vista
        
    Ilha Brava     
    Brava













    Ilha do Maio   Maio













    Ilha do Sal     Sal
     
    Ilha de São Nicolau  












    Concelho da Ribeira Brava
    Tarrafal de São Nicolau

     
    Ilha do Fogo












    Mosteiros

    São Filipe












    Santa Catarina do Fogo



     
    Ilha de Santo Antão












    Paul











    Porto Novo











    Ribeira Grande




     
    Ilha de Santiago












    Praia











    Santa Catarina,











    Santa Cruz











    São Domingos











    São Miguel











    Tarrafal











    Ribeira Grande de Santiago











    São Lourenço dos Órgãos











    São Salvador do Mundo

     
    Ilha de São Vicente
    São Vicente















    Alguns dos Principais Pontos Turísticos:




    Paços do Conselho na Cidade da Praia.




    Vista da cidade de Mindelo na baía do Porto Grande, com o Monte Cara (à esquerda) e Santo Antão (ao fundo, à direita).


    Pico do Fogo, o ponto mais elevado do arquipélago, com 2829 m. Ilha do Fogo.


    Vista da Ribeira de São Domingos,
    a partir de Água de Gato, Ilha de Santiago.




    Deserto Viana, Ilha da Boa Vista.



    Praia Grande, Calhau São Vicente.


    Vista parcial da baía do Porto Grande ilha de São Vicente.









    Vila Nova Sintra, Ilha Brava.



    Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabo_Verde


    Culinária
    Receitas Cabo Verdianas:


    Cachupa tradicional de Cabo Verde

     

    Ingredientes



    4 xícaras de milho batido

    200 g de feijão

    200 g de carne bovina

    300 g de pés de porco

    200 g de bacon

    2 batatas grandes

    4 chouriços

    2 mandiocas

    2 batatas doces

    200 g de couve

    2 cebolas

    2 folhas de louro


    2 dentes de alho

    Azeite a gosto
    Sal e pimenta a gosto


    Modo de Preparo

    Coloque em uma panela a carne em pedaços, o bacon, um pé de porco, os chouriços, pimenta, sal ou caldo de carne

    Na panela de pressão ferva durante 30 minutos os grãos de milho e os feijões, cobertos com água, 1 cebola, 1 fio de azeite, 1 folha de louro e sal
    Depois, em uma panela maior, coloque os feijões com o milho, cubra com água e leve ao fogo para ferver

    Acrescente a carne marinada


    Quando tudo estiver quase cozido, acrescente as batatas e a couve

    Terminado o cozimento, deixe repousar por alguns minutos e está pronto para ser servido

    A cachupa deve ficar um pouco líquida









    Fonte:http://tudogostoso.uol.com.br/receita/36304-cachupa-tradicional-de-cabo-verde.html




    Garoupa
    Caldo de Peixe à Ilha do Fogo



    Ingredientes:
    água:5 chávenas almoçadeiras
    azeite: 0.5chávena almoçadeira
    banana: 3
    batata: 6
    cebola: 1
    garoupa: 750 gr
    louro: 1 folha
    mandioca: 1 pimentão: à gosto
    pimento verde: 1
    sal: à gosto
    vinagre: 1colher de sopa

    Preparação:

    Tempere de véspera o peixe com alho, picante, cebola picada, louro, vinagre e pimento. No dia seguinte, polvilhe o peixe com sal e sal fino. Leve ao frigorífico por algumas horas. Refogue pimentão picante, cebola, alho, azeite, pimento e louro numa grande panela. Quando terminar, junte filetes de peixe e deixe refogar mais 5 minutos. Junte 5 tigelas de água e comece a cozer em lume brando ou médio. Ao fim de alguns minutos, junte batatas descascadas, bananas verdes cortadas em três e pedaços de mandioca. Cozinhe em lume brando durante 20 a 30 minutos. Junte mais sal a gosto e sirva quente.
    Fonte: http://comezainas.clix.pt/receitas/receita.asp?IDRec=344&IDCT=4&IDSCT=134&CT=C




    CURIOSIDADES:



    As praias de Cabo Verde também são pontos para mergulho e há muitos lugares para fazer caminhadas, como a montanha Ribeira Grande. Macau tem de construções coloniais a templos chineses, sem falar nos seus cinco cassinos, uma das maiores fontes de renda do território. As ilhas de São Tomé têm formações remanescentes dos vulcões que as originaram, florestas onde se pode caminhar e uma curiosidade: cidades chamadas Santa Catarina e Porto Alegre.
    Quem quiser se aventurar poderá viajar por lugares exóticos com a facilidade do idioma. Na verdade, nas ruas é mais comum ouvir dialetos locais do que português, mas, em geral, a população é bilíngüe.
    Fonte:http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/7082






    Uma pequena mostra da nossa turminha animada...

















    Turma 303
    Danças Africanas
    Fonte: http://img.photobucket.com/albums/v192/Sirenita/c-rodacap1.jpg

    A tradição é a força cultural dos povos africanos em plena festa de ritmos, transmissão da cultura dos antepassados e o retrato do dia-a-dia nas aldeias africanas e não só…       A dança como força de expressão dos rituais, era chamada em todas as ocasiões, como 
     ponto de partida para qualquer cerimônia. 

     



    A origem e importância da dança africana

    A dança originou-se na África como parte essencial da vida nas aldeias. ela acentua a unidade entre seus membros, por isso é quase sempre uma atividade grupal.

    Em sua maioria, todos os homens, mulheres e crianças participam da dança, batem palmas ou formam círculos em volta dos bailarinos. Em ocasiões importantes, danças de rituais podem ser realizadas por bailarinos profissionais. Todos os acontecimentos da vida africana são comemorados com dança, nascimento, morte, plantio ou colheita; ela é a parte mais importante das festas realizadas para agradecer aos deuses uma colheita farta. As danças africanas variam muito de região para região, mais a maioria delas tem certas características em comum. Os participantes geralmente dançam em filas ou em círculos, raramente dançam a sós ou em par. As danças chegam a apresentar algumas vezes até seis ritmos ao mesmo tempo e seus dançarinos podem usar máscaras ou enfeitar o corpo com tinta para tornar seus movimentos mais expressivos. As danças em Marrocos usam normalmente uma repetição e um constante crescimento da música e de movimentos, criando um efeito hipnótico no dançarino e no espectador. Entre elas destacam-se a Ahouach, Guedra, Gnawa e Schikatt.                                            


    A tradição é a força cultural dos povos africanos em plena festa de ritmos, transmissão da cultura dos antepassados e o retrato do dia-a-dia nas aldeias africanas e não só…A dança como força de expressão dos rituais, era chamada em todas as ocasiões, como ponto de partida para qualquer cerimônia.





    As Influências
    Sabe-se que desde a invasão dos colonizadores, a partir do século XIV e XV na África, tudo sofreu alterações desde os nomes usados até à própria civilização isto devido à permanência dos colonos desde essa data até aos nossos dias, com a entrada de outras culturas.

    Na dança houve uma fusão entre os nossos ritmos tradicionais com a forma de dançar a par importada da sociedade européia, em que este tipo de dança era praticada nas cortes e salões nobres.
     


    A Dança                                 
      A dança está na essência do povo africano e é um condimento indispensável às suas vidas. Os africanos têm um talento inato para o ritmo, para o movimento e a dança.
    Capoeira, Kizomba, Semba, Funaná, Kuduro, Dança Tribal, entre outras.




    Capoeira
    A Capoeira é uma luta disfarçada em dança, criada pelos escravos trazidos da África nos navios negreiros para o Brasil.
    Dentro das Senzalas após a mistura das culturas das diversas tribos africanas que aqui se encontraram, foi-se ao poucos somando o Ngolo que era um jogo de luta praticado nas tribos africanas, o qual o vencedor escolheria uma mulher da tribo a qual seria sua esposa; a ânsia de liberdade dos escravos que sofriam presos nas senzalas, trabalhando o dia todo ou apanhando, resultando na primeira forma de defesa dos escravos contra as maldades que sofriam, começaram a ocorrer as primeiras fugas dos negros e a fundação dos Quilombos.
    Na época da escravidão toda cultura negra era reprimida, principalmente se tivesse uma conotação de luta, então para poder ser disfarçada a sua prática entre os negros, foi adicionado os instrumentos musicais que deram uma imagem de dança a Capoeira, com músicas que falam de deuses africanos, Reis das tribos a qual vieram, fatos acontecidos na roda de Capoeira, acontecimentos e sofrimentos do dia-a-dia dos escravos e etc...!
    Como ninguém tinha interesse sobre a cultura negra, ninguém notava que aquela simples dança, brincadeira e ritual era na verdade a luta marcial dos escravos, que se camuflava para poder permanecer ativa.


    Fonte:http://dancas-africanas.blogspot.com/2008/12/capoeira.html





    Kizomba


    é um gênero musical e de dança originário de Angola. Trata-se de uma fusão do semba com o zouk. Em Portugal a palavra "kizomba" é usada para qualquer tipo de música derivada do zouk, mesmo que não seja de origem angolana.
    É reconhecido como um ritmo africano, desenvolvido principalmente desde os fins dos anos 70. Como nasceu num continente de efervescente historial de música, kizomba é o resultado da evolução: Gerações jovens, ao ouvir música tradicional como o semba, sentiram que estava a faltar algo – um toque moderno e sensual. Adicionando um ritmo lento e extremamente sensual nasceu a kizomba.

    O Semba 
    É um dos estilos musicais angolanos mais populares. A palavra semba significa umbigada em quimbundo (língua de Angola). Foi também chamado batuque, dança de roda, lundu, chula, maxixe, batucada e partido alto, entre outros, muitos deles convivendo simultaneamente!

    O cantor Carlos Burity defende que a estrutura mais antiga do semba situa-se na massemba (umbigada), uma dança angolana do interior caracterizada por movimentos que implicam o encontro do corpo do homem com o da mulher: o cavalheiro segura a senhora pela cintura e puxa-a para si provocando um choque entre os dois (semba).
    Jomo explica que o semba (género musical), actual é resultado de um processo complexo de fusão e transposição, sobretudo da guitarra, de segmentos rítmicos diversos, assentes fundamentalmente na percussão, o elemento base das culturas africanas.
    Carlos Burity, artista angolano que iniciou a sua carreira na década de 70 define o estilo de música que canta da seguinte forma:

    O Semba Semba é canto de avenida
    É chuva de primavera

    Semba é morte Semba é vida
    O Semba Semba é o meu choro dolente
    Olhar nossa vida de frente
    Semba é suor Semba é gente

    O canto do Semba o canto do Semba ele é nobre

    O canto do Semba ele é rico o canto do Semba ele é pobre
    O canto do Semba ele é rico o canto do Semba ele é pobre

    O Semba no morro Semba no morro é fogueira

    O Semba que traz liberdade o Semba da nossa bandeira
    O Semba que traz liberdade o Semba da nossa bandeira

    O Semba, Semba é kanuco de rua

    Na escola da vida ele cresce de tanto apanhar se habitua
    Na escola da vida ele cresce de tanto apanhar se habitua

    A voz do meu Semba a voz do meu Semba urbano

    É a voz que me faz suportar o orgulho em ser Angolano
    É a voz que me faz suportar o orgulho em ser Angolano

    Alguns nomes marcantes do semba são, Dom Caetano, Lurdes Van-Dúnem, Paulo Flores e Eduardo Paím, entre outros.
    Fonte: 
    http://forum.angolaxyami.com/musica-de-angola-e-do-mundo/71-historia-do-semba.html


    Funaná
     
    Género de música e dança cabo-verdiana, característico da ilha de Santiago que tradicionalmente animava as festas dos camponeses. É a mais frenética e rápida das danças de pares de Cabo Verde, geralmente acompanhada de uma concertina, onde o ritmo é produzido por esfregar de uma faca numa barra de ferro.
    Nesta dança o cavalheiro joga sobre o ritmo uma base andante de longos solos compostos por momentos fortes de pausa /exaltação até ao auge ou "djeta", exibindo a todos a sua virilidade e dotes de grande dançadores. Antigamente, qualquer que fosse a festa (um casamento, um baptizado, uma festa religiosa) era sempre ao som deste ritmo. Pode ser dançado a par ou individualmente. É uma dança quente, apaixonante, acelerada…


    kuduru
    Estilo de música e dança Angolana.
    Dança recreativa de exibição individual ou em grupo.
    Fusão da música batida, com estilos tipicamente africanos, criados e misturados por jovens Angolanos, entusiastas e impulsionadores do estilo musical, adaptando-se a forma de dançar, soltando a anca para os lados em dois tempos sutilmente, caracterizando o movimento do bailonço duplo.
    Da dança Sul-Africana denominado " Xigumbaza ", que significa confusão, que era dançada pelos escravos mineiros, enquanto trabalhavam mudos, e surdos só as vozes das botas se faziam ouvir como um canto de revolta, adaptando-se ao estilo musical Kuduro nasce, o Esquema ou Dança da Família.
    Dança da Família por ser dançado geral em grupo exercitando o mesmo passo varias vezes em coreografia coordenada pelos participantes na dança. Dançada normalmente em festas ou em discotecas






     DANÇA TRIBAL AFRICANA
    Dança Tribal Africana

    Na dança tribal africana o corpo pode ser comparado a uma orquestra que, tocando vários instrumentos, os harmoniza numa única sinfonia. Cada parte do corpo movimenta-se com um ritmo diferente. Os pés seguem a base musical, acompanhados pelos braços que equilibram o balanço dos pés.
    Nas danças tribais africanas o contato contínuo dos pés nus com o chão é fundamental para absorver as energias que se propagam deste lugar.
    A dança tribal africana é, acima de tudo, a memória da tradição, da ancestralidade e do antigo equilíbrio da natureza, o retorno a um tempo/lugar no qual não existiam diferenças nem separações entre o mundo natural, humano e espiritual.
    Fonte:http://www.orionpt.net/central/orn/x29yv98w.htm
    Instrumentos Musicais



    As principais características dos africanos são a musicalidade e suas danças compostas por diferentes ritmos e instrumentos. A criatividade proporcionou a criação de vários instrumentos musicais, entre eles podemos destacar:

    O Berimbau
    Berimbau
    É talvez um dos instrumentos musicais mais primitivos de que se tem informação. Considerado instrumento de corda e encontrado em várias culturas do mundo inclusive na África Central, África do Sul e Brasil. Em geral, o berimbau é constituído de um pedaço de madeira roliço (pau-pereira, aricanga, beriba) ou qualquer outra madeira flexível, tensionado por um fio de arame de aço bem esticado, que lhe dá a forma de um arco, contém um tipo de caixa de ressonância que, na verdade , é uma cabaça ou um coité cortado no fundo e raspado por dentro para ficar oco e com o som bem puro. É tocado a rápidas batidas de uma pequena vareta na corda de arame que vez por outra é presa pelo dobrão (moeda antiga de cobre ou uma pequena pedra de fundo de rio), acompanhada por um caxixi, que nada mais é que uma espécie de chocalho feito de vime e cheio de contas de lágrima (semente) ou conchas do mar bem pequenas, este caxixi é preso por uma alça ao dedo do tocador e faz um "fundo" de acompanhamento ao som da cabaça.
    Fonte:http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/capoeira/instrumentos-da-capoeira.php


    Afoxé – é um instrumento musical de percussão formado por uma cabaça redonda coberta por uma rede de bolinhas ao redor de seu corpo. O som é produzido quando se giram as bolinhas em um sentido, e o cabo no sentido oposto. É um instrumento musical muito utilizado nos rituais de umbanda e pelos grupos de samba e reggae.
    Agogô – instrumento musical percussivo composto de duas a quatro campânulas (objeto em forma de sino) de tamanhos diferentes, ligadas entre si pelos vértices. É o instrumento mais antigo do samba.



    Caxixi – é um instrumento de percussão que corresponde a um pequeno cesto de palha trançada contento sementes ou arroz para a produção do som. Esse objeto é um complemento do berimbau.



    Cuíca – consiste numa espécie de tambor com uma haste de madeira presa no centro da membrana de couro, pelo lado interno. O polegar, o indicador e o dedo médio seguram a haste no interior do instrumento com um pedaço de pano úmido, os ritmos são articulados pelo deslizamento deste tecido ao longo do bambu. A outra mão segura a cuíca e com os dedos exerce uma pressão na pele. Quanto mais forte a haste for segurada e mais pressão for aplicada na pele, mais altos serão os tons obtidos.



    Kora – instrumento musical formado por 21 cordas. Tem uma caixa de ressonância feita de cabaça e suas cordas eram originalmente feitas de pele de antílope. O instrumentista usa somente o polegar e o indicador de ambas as mãos para dedilhar as cordas da Kora, sendo que os dedos restantes seguram o instrumento. O som produzido pela kora é semelhante ao da harpa.

    Kora




    Reco-reco – objeto musical feito de madeira ou bambu com ranhuras transversais que são friccionados por uma vareta. O som é obtido através da raspagem de uma baqueta sobre as ranhuras transversais.
     

    Tambores – são os principais instrumentos musicais africanos. Existem dos mais variados formatos, tamanhos e elementos decorativos. É um objeto musical de percussão, é oco e feito de bambu ou madeira. Além de sua utilização nos eventos festivos, os tambores eram uma forma de comunicação entre comunidades distantes, em razão de sua forte potência sonora.                                                                                                                                                            Por Wagner de Cerqueira e Francisco
    Graduado em Geografia
    Equipe Brasil Escola
    Fonte:http://www.brasilescola.com/geografia/instrumentos-musicais-africanos.htm





    TURMA 502 - Mitos Africanos





    MITO DAS DUAS LUMINÁRIAS
    Entre os numerosos mitos do continente africano sobressai o dos negros de Senegal, talvez sejam os únicos que têm uma cosmologia digna de tal nome. Mostram que as duas luminárias, isto é, tanto o Sol como a Lua, estavam já consideradas como superiores aos outros astros. O mito cosmogônico pretende estabelecer as diferenças de ambos os corpos astrais e se propõe explicar de uma maneira muito simples, embora carregada de conotações místicas as grandes diferenças entre a Lua e o Sol.
    O brilho, o calor e a luz que se desprendem do astro-rei impedem que sejamos capazes de olhar fixamente.
    Em compensação, podemos contemplar a Lua com insistência sem que os nossos olhos sofram mal algum.
    Isso é assim porque, em certa ocasião, estavam banhando-se nuas as mães de ambas as luminárias. Enquanto o Sol manteve uma atitude carregada de pudor, e não dirigiu o seu olhar nem um instante para a nudez da sua mãe, a Lua, em compensação, não teve reparos em observar a nudez da sua antecessora. Depois de sair do banho, foi dito ao Sol: "Meu filho, sempre me respeitaste e desejo que a única, e poderosa deidade, te bendiga por isso. Os teus olhos se afastaram de mim enquanto me banhava nua e, por isso, quero que, desde agora, nenhum ser vivo possa olhar para ti sem que a sua vista fique danificada".
    E à Lua foi dito: "Minha filha, tu não me respeitaste enquanto me banhava. Olhaste para mim fixamente, como se fosse um objeto brilhante e, por isso, eu quero que, a partir de agora, todos os seres vivos possam olhar para ti sem que a sua vista fique danificada nem se cansem os seus olhos.










    Representação do Quadro As Duas Luminárias, pelo aluno Eliabe


    História em Quadrinhos



    TURMA DA MÔNICA EM...
    O MITO DAS DUAS LUMINÁRIAS





















































    História em Quadrinhos 2



    TURMA DA MÔNICA EM...
    NOVA VERSÃO - O MITO NÃO CONTADO


































































     UPA NEGUINHO


    Upa neguinho
    Na estrada
    Upa pra lá e pra cá
    Vige, que coisa mais linda,
    Upa neguinho começando andá
    Começando a andá,
    Começando andá
    E já começa apanhá!
    Cresce neguinho, e me abraça
    Cresce e me ensina a cantá
    Eu vim de tanta desgraça
    Mas muito te posso ensiná
    Capoeira, posso ensiná

    Ziquizira, posso tirá
    Valentia, posso emprestá
    Mas liberdade só posso esperá!
    (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, para a peça
    Arena Conta Zumbi, encenada no Teatro de Arena de São Paulo em 1964)




    Contação de Histórias

    No dia 21/05/2010 nossa escola recebeu a visita do Zeca do Conto, um dos integrantes do grupo " E lá vai a história..."
    Zeca ofereceu para todas as turmas belíssimas e divertidas histórias vindas diretamente do continente africano.


    Lá vai mais uma história pra vocês se divertirem ...

    Porque o morcego só voa de noite

    Há muito tempo houve uma tremenda guerra entre as aves e o restante dos animais que povoa as florestas, savanas e montanhas africanas.
    Naquela época, o morcego, esse estanho bicho, de corpo semelhante ao do rato, mas provido de poderosas asas, levava uma vida mansa, voando de dia entre as enormes e frondosas árvores à cata de insetos e frutas.
    Uma tarde, pendurado de cabeça pra baixo num galho, ele tirava a soneca costumeira, quando foi despertado bruscamente pelos trinados aflitos de um passarinho:
    – Atenção, todas as aves! Foi declarada guerra aos quadrúpedes. Todos aqueles que têm asas e sabem voar devem se unir na luta contra os bichos que andam pelo chão.
    O morcego ainda estava se refazendo do susto, quando uma hiena passou correndo e uivando aos quatro ventos:
    – Atenção, atenção! Foi declarada guerra às aves! Todos os bichos de quatro patas devem se apresentar ao exército dos animais terrestres.
    – E agora? - perguntou a si mesmo o aparvalhado morcego – Eu não sou uma coisa nem outra.
    Indeciso, não sabendo a quem apoiar, resolveu aguardar o resultado da luta:
    – Eu é que não sou bobo. Vou me apresentar ao lado que estiver vencendo - decidiu.
    Dias depois, escondido entre as folhagens, viu um bando de animais fugindo em carreira desabalada, perseguidos por uma multidão de aves que distribuía bicadas a torto e a direito. Os donos de asas estavam vencendo a batalha e, por isso, ele voou para se juntar às tropas aladas.
    Uma águia gigantesca, ao ver aquele rato com asas, perguntou:
    – O que você está fazendo aqui?

    – Não está vendo que sou um dos seus? Veja! - disse o morcego abrindo as asas – Vim o mais rápido que pude para me alistar - mentiu.

    – Oh! Queira me desculpar - falou a desconfiada águia. – Seja bem-vindo à nossa vitoriosa esquadrilha.
    Na manhã seguinte, os animais terrestres, reforçados por uma manada de elefantes, reiniciaram a luta e derrotaram as aves, espalhando penas pra tudo quanto era lado.
    O morcego, na mesma hora, fechou as asas e foi correndo se reunir ao exército vencedor.
    – Quem é você? - rosnou um leão.

    – Um bicho de quatro patas como Vossa Majestade - respondeu o farsante, exibindo os dentinhos afiados.

    – E essa asas? - interrogou um dos elefantes. – Deve ser um espião. Fora daqui! - berrou o paquiderme erguendo a poderosa tromba num gesto ameaçador.
    O morcego rejeitado pelos dois lados, não teve outra solução: passou a viver isolado de todo mundo, escondido durante o dia em cavernas e lugares escuros.
    É por isso que até hoje ele só voa de noite.
     








    LENDAS DOS ORIXÁS


    As lendas são fatos míticos contados sobre homens ou deuses. Todos os povos, em todas as épocas do mundo sentiram a necessidade de que seus deuses ou heróis fossem mais fortes, mais poderosos, mais felizes e mais próximos do povo, do que os dos povos vizinhos ou mesmo dos inimigos. Com os Orixás não foi diferente. Histórias lindas e maravilhosas definem os fundamentos e a vida humanizada dos Orixás. O Orixá é considerado um antepassado espiritual.
    Dentre os diversos orixás destacamos:



    OGUM

    É o deus do ferro, da guerra e da tecnologia. Patrono dos ferreiros, engenheiros e militares.
    Lenda: Ogum, Oxossi e Exu eram irmãos e filhos de Yemanjá. Ogum era calmo, tranqüilo, pacato e caçador, ele é que provia a casa de alimentos, Num belo dia, Ogum voltando de uma caçada, vê sua casa cercada por guerreiros de outras terras. Vendo sua casa em chamas e seus parentes gritando por socorro, tomou-se de uma ira incontrolável e sozinho derrotou todos os agressores, não deixando um só vivo. Dai em diante, Ogum iniciou seu irmão Oxóssi na caça e disse a sua mãe.
    - Mãe, preciso ir, tenho de lutar, tenho de vencer, tenho de conquistar. Mas se em qualquer momento, qualquer um de vocês, estiver em perigo, pense em mim, que voltarei de qualquer lugar para defendê-los.
    Assim partiu e tornou-se o maior guerreiro do mundo, vencia a todos os exércitos sem mesmo ter um exército, tornou-se assim a verdadeira força da vitória.

    OXALÁ

    É o orixá da criação e faz parte dos orixás denominados funfun, isto é, brancos, ou que se vestem de branco. Oxalá é o deus criador do homem e da cultura material. No Brasil tem o status de pai dos orixás e senhor supremo.

    Lenda: Oxalá, estava morrendo de saudades de um de seus filhos, Xangô, que morava em terras longínquas. Antes porém de viajar, consultou Ifá, o Deus da Adivinhação, que desaconselhou a viagem. Mas ante a teimosia de Oxalá, determinou-lhe que durante a viagem, além de levar três mudas de roupas brancas, sabão e Ori, concordasse com tudo que as pessoas lhe pedissem sem jamais irritar-se.

    Durante o caminho Oxalá encontrou com um Exu, o senhor do Azeite-de-dendê, que o saudou e pediu um abraço. Oxalá cumprindo as determinações de Ifá, abraçou-o, e Exu que carregava um barril do azeite sobre as costas, ao abraçá-lo derramou todo o azeite por cima dele e foi-se rindo, satisfeito de sua brincadeira. Oxalá lembrando-se das determinações de Ifá, resignadamente, lavou-se com o sabão, passou Ori no corpo despachou a roupa suja e seguiu viajem. Mais adiante encontrou outro Exu, agora o dono do carvão, que também o saudou como o anterior e fez exatamente a mesma brincadeira, sujando-o de pó carvão retirando-se rindo também. Mas uma vez, Oxalá, se limpa, despacha a roupa suja, troca de roupa e segue a viagem, sem se aborrecer como Ifá determinara. Ao chegar ao reino de Xangô, viu um lindo cavalo branco, reconhecendo-o como um que em outras épocas havia dado de presente ao seu filho.
    O cavalo também reconhecendo-o seguiu mansamente com ele. Nisso chegam os criados de Xangô, e ao verem Oxalá, sem o reconhecerem, e vendo-o levando o cavalo, toma-no por um ladrão, agridem-no e jogam-no numa masmorra. Lá ficou durante sete anos. Durante esse tempo, o reino de Xangô sofreu muitas desgraças, a colheita era ruim, o gado foi dizimado pela seca, as mulheres ficaram estéreis e as pessoas morriam de fome. Xangô, sem saber o que estava acontecendo, mandou chamar os mais afamados adivinhos, chegando a consultar o maior de todos os oráculos, Ifá! Este revelou-lhe que o acontecido era em virtude de ter em suas masmorras um inocente. Xangô manda vasculhar todas suas prisões, até chegar a Oxalá.
    Levado o prisioneiro a frente do grande rei, este reconhece seu pai e imediatamente manda buscar água para lavá-lo. Todos se purificaram e vestiram-se de branco em seu respeito. Como Oxalá, mal podia andar, alquebrado pelos maus tratos e tempo em que ficou preso, Xangô deu-lhe Ayrá, que o carregou nas próprias costas, até o palácio de Oxaguian, seu outro filho, onde morava anteriormente.




    Algumas Descobertas...













    Turma 501 Bola na rede é Gol...
    na África


    A Invenção do Futebol

    Antes, muito antes do futebol,
    inventaram a bola. Podia ser uma
    cebola ou qualquer coisa que rola.
    A diversão era passar a bola
    de mão em mão. Mas sempre tinha um mão-furada, que era motivo de gozação.
    Até que um dia o mão-furada dos
    mão-furadas bolou de devolver a bola
    com o pé. Foi uma surpresa, uma sensação, a invenção do primeiro
    boleiro. Mais tarde, os que não abriram
    mão de jogar com a mão viraram goleiros.

    Silvestrin, Ricardo. É tudo invenção. São Paulo:
    Ática, 2003


    Teste para Apaixonados pelo Mundial FIFA

    Em 2006, na Alemanha, os jogadores se superaram nas expulsões em partidas de Mundial FIFA, chegaram a:

    (A) 40 Cartões Vermelhos
    (B) 32 Cartões Vermelhos
    (C) 22 Cartões Vermelhos
    (D) 28 Cartões Vermelhos

    Resposta: Letra D









    CURIOSIDADES 
    Chama-se «Jabulani» a bola oficial do Mundial 2010. Tem fundo branco e elementos coloridos, com onze cores diferentes. Representam os 11 jogadores de uma equipe, as 11 tribos e as 11 línguas oficiais da África do Sul. O nome tem origem no Bantu isiZuly, uma dessas línguas, e quer dizer «celebrar» "Trazendo alegria para todos".



    Mascote Copa de 2010:

     O mascote oficial da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul é um leopardo que se chama Zakumi, uma combinação de palavras em dialetos africano, como “ZA”, abreviação para África do Sul, mais “kumi”, forma escrita do número dez em alguns países do continente. “Zakumi representa o povo, a geografia e o espírito da África do Sul, personificando a próxima Copa do Mundo da FIFA.









    Gírias do futebol

    Termos e expressões populares relativas ao futebol 
     






    • Bicicleta: quando o jogador fica em posição horizontal e acerta na bola com os dois pés suspensos, de costas para o chão. Este tipo de chute foi criado por Leônidas da Silva, o Diamante Negro, em jogo no Estádio do Pacaembu.






    • Arqueiro: goleiro






    • Mata-mata: jogos eliminatórios






    • Balão: a bola






    • Cabeçada: quando a bola é impulsionada com a cabeça






    • Lençol: o mesmo que chapeuzinho






    • Chapeuzinho: quando o jogador toca a bola por cima do adversário, e pega do outro lado; o mesmo que lençol






    • Cabeça-de-bagre: jogador muito ruim e de pouca inteligência






    • Bate um bolão: Se diz de alguém que é muito bom no Futebol






    • Caneta: Jogar a bola por baixo das pernas






    • Chutar na gaveta: quando a bola é chutada em um dos ângulos superiores da trave






    • Gol de peixinho: quando a bola vem baixa e o jogador atira-se para acertá-la com a cabeça





    A evolução da gorduchinha
    As bolas de futebol já foram mais rústicas, pesadas e irregulares. Mas a tecnologia deu um jeitinho nisso.
    Veja como elas evoluíram:



    Começo do século 20
    A bola de couro curtido tinha uma grande costura no meio, prejudicando a precisão dos chutes.











    Anos 40
    Novas técnicas eliminam a costura e impedem que a bola se deforme com o uso, o que era muito comum.




    Anos 60 e 70
    As bolas ganham impermeabilização e não ficam mais pesadas em dias de chuva. A Fifa libera a cor branca.



     


    Anos 80
    A bola Tango, lançada na Copa de 1978, ganha o mundo. Surgem os materiais sintéticos, que dão mais durabilidade.



    Copa de 2002
    Chega a Fevernova. Uma camada sintética com microbolhas de gás aumenta a devolução de energia nos chutes.



    Fonte:revistagalileu.globo.com/





    Teste para Apaixonados pelo Mundial FIFA



    Qual foi a primeira bola utilizada na Copa do Mundo 1970, no México?



    (A)Special Edition
    (B)Telstar
    (C)Tango
    (D)Azteca
    Resposta: Letra B







    SERÁ QUE  A LAÍS ESTÁ FELIZ? Mais que isso, está orgulhosa. Segura nas mãos um dos trabalhos da turma 501. UM SUCESSO!


















    Você Sabia????

    A bola oficial da Copa de 2006 era chamada de Teamgeist (espírito de equipe em alemão). Com uma esfera perfeita, a bola é formada por apenas 14 gomos, se tornando mais lisa e com menos pontos de contato. Feita com mesmo material da Copa de 2002, a bola volta a contar com o predomínio das cores branca e preta.




    LENDO...




















                                     FUTEBOL DE BOTÃO


    A grande sensação dos recreios no Santos Dumont sem dúvida é o futebol de botão,atividade que mobiliza até torcedores.
    Essa galerinha leva a brincadeira a sério. Olha a concentração do Ruan.









    "De acordo com o Banco de Dados Folha,o futebol de botões foi inventado em 1930 pelo brasileiro Geraldo Décourt. Contam que ele primeiro jogava com botões de cueca, passando posteriormente a usar os botões da calça de seu uniforme escolar. Dessa brincadeira de criança surgiu o "jogo de botões", aquilo que se tornaria o esporte difundido e amado por uma legião incontável de praticantes e admiradores, com sua diversidade de regras e materiais, tendo adeptos em um grande número de países"


    http://pt.wikipedia.org/wiki/Futebol_de_bot%C3%A3o.


    E... MAIS FUTEBOL!!!